
Durante muitos anos, a decisão de migrar para o SAP S/4HANA esteve associada à modernização do ERP, à simplificação de processos e ao fim do suporte ao SAP ECC. Hoje, porém, existe um novo fator que torna essa decisão ainda mais estratégica: a inteligência artificial.
Enquanto muitas empresas discutem como incorporar IA aos seus processos, uma parte significativa delas ainda utiliza uma plataforma que simplesmente não terá acesso às principais inovações da SAP nessa área.
Esse foi o tema do episódio do Homine Talks com Christian Geronasso, SAP Chief Revenue Officer para IA. Ao longo da conversa, ele apresentou como a estratégia de inteligência artificial da SAP está sendo construída e mostrou que recursos como a Joule, agentes inteligentes e centenas de funcionalidades de IA embarcada estarão disponíveis apenas para clientes do SAP S/4HANA.
Quando se fala em IA, é comum pensar em ferramentas capazes de gerar textos, imagens ou responder perguntas. Mas, segundo Christian, esse ainda é um uso superficial da tecnologia.
A estratégia da SAP segue um caminho diferente: levar inteligência artificial diretamente para dentro dos processos de negócio.
Em vez de exigir projetos complexos de desenvolvimento, a empresa disponibiliza recursos que já fazem parte do ERP e podem ser ativados para aumentar produtividade, apoiar decisões e automatizar atividades do dia a dia.
Entre esses recursos estão a Joule, assistente de IA generativa da SAP; as funcionalidades de Embedded AI, que já vêm prontas para uso; e os agentes inteligentes, capazes de executar fluxos completos de trabalho com supervisão humana.
Em muitos casos, basta ativar essas funcionalidades para começar a capturar ganhos operacionais.
A Joule talvez seja o exemplo mais visível dessa transformação. Integrada ao SAP S/4HANA e às soluções Cloud da SAP, ela permite que os usuários interajam com o sistema utilizando linguagem natural para criar documentos, localizar aplicações Fiori, atualizar informações, resumir dados e esclarecer dúvidas durante a execução das tarefas.
Segundo Christian, apenas a redução da necessidade de navegar entre diferentes telas pode representar um ganho de aproximadamente 30% no tempo gasto pelos usuários nessas atividades.
Mas a evolução não para aí.
Os agentes de IA representam um novo estágio de automação. Diferentemente da Joule, que atua como uma assistente durante a interação do usuário, os agentes conseguem analisar cenários completos, sugerir ações e conduzir processos de ponta a ponta.
No episódio, Christian cita como exemplo a resolução de disputas relacionadas a notas fiscais. O agente pode analisar o problema, identificar a necessidade de emissão de uma nota de crédito, preparar toda a documentação e conduzir o fluxo até sua conclusão, mantendo o usuário responsável apenas pela validação das decisões mais críticas.
O resultado é uma mudança importante na forma como as pessoas trabalham: menos tempo dedicado à execução operacional e mais foco em atividades estratégicas.
Talvez a principal mensagem do episódio seja justamente esta: não basta querer utilizar inteligência artificial. É preciso estar na plataforma que receberá essas inovações.
Para explicar esse cenário, Christian faz uma comparação bastante ilustrativa. Segundo ele, muitas empresas que ainda utilizam o SAP ECC estão operando com uma tecnologia concebida na mesma época em que o iPhone 3G chegou ao mercado. Hoje, ninguém imaginaria utilizar um smartphone daquela geração para acessar aplicativos como Uber, carteiras digitais ou diversos outros recursos que fazem parte da nossa rotina.
No ambiente corporativo, porém, essa defasagem nem sempre é tão perceptível. Como o ERP continua funcionando, muitas organizações acabam adiando sua modernização. O problema é que, enquanto isso, deixam de acessar uma nova geração de tecnologias que simplesmente não será disponibilizada para o ECC.
“Se manter numa plataforma desatualizada vai excluir completamente a inteligência artificial generativa. Não tem Joule, não tem nenhum tipo de componente para ativar dentro do ECC.”
Segundo Christian, todos os novos recursos da SAP – sejam agentes, Embedded AI ou novas capacidades da Joule – estão sendo desenvolvidos exclusivamente para o ecossistema do SAP S/4HANA e das soluções Cloud.
Isso significa que empresas que permanecem no ECC não apenas deixam de acessar as funcionalidades atuais, mas também ficam fora da evolução contínua da plataforma.
“A SAP pretende entregar mais de 200 novos casos de IA generativa só este ano. E nenhum desses casos será feito para o ECC.”
Na prática, o gap tecnológico entre quem já migrou e quem permanece no ECC tende a aumentar a cada novo ciclo de inovação.
Por isso, a migração para o SAP S/4HANA deixa de ser apenas um projeto de atualização tecnológica. Ela passa a representar a porta de entrada para uma nova geração de recursos capazes de transformar a produtividade, acelerar decisões e automatizar processos de negócio.
A inteligência artificial já faz parte do presente da SAP e seu ritmo de evolução deve se acelerar nos próximos anos.
Para empresas que ainda utilizam o SAP ECC, a pergunta deixa de ser apenas quando migrar. A questão passa a ser quanto tempo ainda faz sentido permanecer fora da plataforma onde a inovação efetivamente acontece.
Quer ver essas funcionalidades na prática? Assista ao episódio completo do Homine Talks com Christian Geronasso, CRO da SAP para IA, e acompanhe as demonstrações da Joule, dos agentes inteligentes e de outros recursos de inteligência artificial disponíveis no SAP S/4HANA.
Na Homine, ajudamos empresas a migrarem para o SAP S/4HANA e a prepararem seus ambientes para aproveitar todo o potencial da inteligência artificial embarcada nas soluções da SAP. Se a sua organização está planejando essa jornada, entre em contato com nosso time e descubra como podemos apoiar esse processo.